Os autores do blog escreveram alguns depoimentos relacionados às suas primeiras experiências como leitores e escritores:
Primeiras Letras...
Rosângela Nicolay Freitas
Não me lembro muito bem da cartilha com a qual fui alfabetizada. Me lembro do caderno de caligrafia, da leitura compartilhada, dos primeiros livros - fininhos, com mais gravuras do que texto, lidos e relidos várias vezes.
Até hoje a literatura infantil me fascina. Lembro-me também dos gibis. Além de me divertir com suas histórias, gostava de desenhar seus personagens. Um dos meus preferidos era o Tio Patinhas: pão-duro e mal-humorado.
Por outro lado, detestava a leitura obrigatória de livros de literatura e suas intermináveis fichas de leitura. Se o objetivo era despertar o gosto pela leitura, acho que não dava muito certo. Acredito que técnicas como rodas de leitura e contação de histórias sejam mais eficientes na captura de novos leitores.
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O Meu Primeiro Contato com a Leitura e Escrita
Rosely de Santa Rita Viviani
O meu primeiro contato com a leitura e escrita foi antes de ir para o primeiro ano, quando meu pai me ensinou a escrever meu nome.Fiquei muito feliz aquele dia, foi inesquecível, faz um tempinho,1963.
Queria escrever outras palavras, mas meu pai disse-me que aprenderia com a professora na escola.
A minha primeira professora chamava-se Anita,uma senhora bem vestida, muito atenciosa,amiga, tinha bastante paciência com todos os alunos.Ensinou-me a escrever no caderno de caligrafia e a cartilha adotada era a"Cartilha Sodré" a qual amava,era valiosíssima para mim, pois num tempo em que os recursos audio-visuais eram inexistentes,nós , comportados alunos repetíamos em voz alta, como num coral, as frases da lição, comandadas pela professora.
Era a associação dos sons com as letras.Funcionava em termos, pois encontrei dificuldades na construção de textos e na época não havia incentivo para a leitura.
Para relembrar os anos dourados!!!
Nas décadas de 40 e 50, obras como “Caminho Suave” e “Cartilha Sodré” foram adotadas pela rede pública de ensino. Escrita pela educadora Branca Alves de Lima em 1948, “Caminho Suave” vendeu 40 milhões de exemplares e participou do processo de alfabetização de grande parte daquela geração. Produzida por Benedicta Stahl Sodré, a “Cartilha Sodré” vendeu 6 milhões de exemplares entre 1940 e 1989.
Ler é Sempre uma Aventura!
Tatiana Zanluchi Barboza
Não me lembro bem quando começou minha paixão pela leitura. Quando estava no antigo ginásio, costumava frequentar a biblioteca da cidade, não me recordo bem , mas acho que não havia biblioteca na escola.
A biblioteca municipal era enorme. Ficava fascinada por todos aqueles livros, toda semana ia visitá-la. Lembro-me, de modo especial, da coleção Reinações de Narizinho, os livros eram grandes e coloridos, as histórias me interessavam muito, aguçavam minha curiosidade. Lia rapidinho para poder conhecer outras histórias e outros livros. Outro livro que gostei muito foi A Montanha Encantada, ficava imaginando se um dia não encontraria uma montanha encantada também.Tamém lia romance, aventura,etc. Nos tempos de faculdade era "obrigada" a ler bastante, adorei esta experiência, mas alguns livros eram cansativos e chatos.Hoje não leio tanto quanto gostaria, apesar de sempre estar lendo algum livro. Gostaria muito de conseguir fazer com que todos meus alunos lessem por prazer e não por obrigação. Acredito que logo conseguirei, pelo menos com a maioria deles.
Depoimento de Paulo Sergio Monteiro da Silva As minhas experiências com leitura e escrita, foram desde o primário, sempre gostei de ler e escrever, fui alfabetizado pela Cartilha "Renato e Diva", depois passei a ler a Cartilha Caminho Suave. Li bastante revistas em quadrinhos, aliás eu aprendi ler de verdade, nas revistas em quadrinhos, depois houve interesse em ler livros de poeisas. E quanto a escrita, logo comecei a escrever principalmente poesias e criar textos, histórias etc. Depoimento de Sandra Sayuri Yoshizawa
Ah! Como são doces minhas recordações de leitura e escrita, tanto na infância quanto na adolescência. Desde menina tive execelentes influências para me tornar uma assídua leitora e até me arriscar nas trilhas da escrita. Participei de vários concursos de escritas: poemas, contos, etc. Fui até campeã de um deles. Resolvi então fazer o curso de Letras, mergulhei no mundo literário lecionando para crianças e depois adolescentes e adultos. Adora a magia de ler as histórias nos livros.
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ResponderExcluirPaulo Sérgio, eu também aprendi a ler usando a cartilha Renato Diva. Pequenos textos com curtos parágrafos. Tenho boas recordações daquele período. Um abraço.
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