Todos sabem que este blog faz parte do curso Escola de Formação. Neste curso, foram escritas crônicas que deveriam ser publicadas neste blog. Esperamos que gostem, não temos a intenção de nos tornarmos escritores famosos, pois isso leva tempo e requer muito talento....
A mesma rotina de sempre?
Tatiana Zanluchi Barboza
O dia tinha tudo para ser apenas mais um.
Acordo, consulto o relógio de cabeceira, enrolo mais uns cinco minutos.
Levanto-me, vou ao banheiro, escovo os dentes...
Toca a campainha. Àquela hora da manhã? Quem poderia ser? Mesmo contra minha vontade, enxugo o rosto ás pressas e corro para atender.
Ao abrir a porta, vejo um homem caído, ali, na soleira do meu apartamento. Olho para os lados, não há ninguém pelo corredor. Abaixo-me, toco o homem com os dedos. O corpo está frio e rígido. Meu Deus! É um cadáver!
Esfrego os olhos, mas o homem continua caído. Infelizmente, não é um sonho. Tenho que tomar uma atitude! Que bom seria se pudesse fechar a porta, voltar para a cama e ao acordar não encontrar ninguém caído no corredor do meu apartamento. E eu que sempre achei que estas cenas só acontecem em filmes, novelas, no máximo em uma cidade do interior, bem longe das capitais. Mas o cadáver desconhecido continuava ali, esperando uma atitude minha, só minha.
Corro para o telefone, ligo para a polícia. Conto tudo de uma vez, a atendente parecendo não entender nada, ou não acreditando no que ouve, pede para que eu repita. Desta vez, relato o acontecido mais pausadamente e com mais detalhes.
Agora, resta esperar que os peritos cheguem. Tento ficar calma com a situação. A vizinhança começa a se aglomerar. Começam as perguntas para as quais não tenho respostas e que também gostaria e muito de saber.
E eu que sempre respondia quando perguntada sobre como vão as coisas: “A mesma rotina de sempre”, o que direi agora?
Acordo, consulto o relógio de cabeceira, enrolo mais uns cinco minutos.
Levanto-me, vou ao banheiro, escovo os dentes...
Toca a campainha. Àquela hora da manhã? Quem poderia ser? Mesmo contra minha vontade, enxugo o rosto ás pressas e corro para atender.
Ao abrir a porta, vejo um homem caído, ali, na soleira do meu apartamento. Olho para os lados, não há ninguém pelo corredor. Abaixo-me, toco o homem com os dedos. O corpo está frio e rígido. Meu Deus! É um cadáver!
Esfrego os olhos, mas o homem continua caído. Infelizmente, não é um sonho. Tenho que tomar uma atitude! Que bom seria se pudesse fechar a porta, voltar para a cama e ao acordar não encontrar ninguém caído no corredor do meu apartamento. E eu que sempre achei que estas cenas só acontecem em filmes, novelas, no máximo em uma cidade do interior, bem longe das capitais. Mas o cadáver desconhecido continuava ali, esperando uma atitude minha, só minha.
Corro para o telefone, ligo para a polícia. Conto tudo de uma vez, a atendente parecendo não entender nada, ou não acreditando no que ouve, pede para que eu repita. Desta vez, relato o acontecido mais pausadamente e com mais detalhes.
Agora, resta esperar que os peritos cheguem. Tento ficar calma com a situação. A vizinhança começa a se aglomerar. Começam as perguntas para as quais não tenho respostas e que também gostaria e muito de saber.
E eu que sempre respondia quando perguntada sobre como vão as coisas: “A mesma rotina de sempre”, o que direi agora?
Que saudade da rotina de sempre!
Poderia ser uma Miragem
Rosely de Santa Rita Viviani
Todos os dias nós seguimos uma rotina, fazemos sempre as mesmas coisas e não contamos com fatos inesperados que nos pegam de surpresa.
Vocês não podem imaginar o que aconteceu comigo dia 9 de abril, uma segunda- feira às 8 horas da manhã; parecia um dia comum como qualquer outro que tenho, mas este, em especial, foi diferente. Acordei, olhei o relógio na cabeceira marcava 8 horas, fui ao banheiro lavar o rosto, quando ouvi a campainha tocar várias vezes; alguém provavelmente a apertou e se escondeu. Corri até a porta assustada e, quando a abri para ver quem era, eis que deparo com um moço lindo, cabelos loiros; parecia um artista de televisão, caído no chão, inerte; pensei que ele estivesse desmaiado, chamei-o várias vezes, moço, moço, moço , mas não respondia, foi então que me abaixei, toquei em seu braço e, para meu desespero, ele estava frio e duro.
Não sabia o que fazer diante disso, pois estávamos somente nós dois no corredor; tomei coragem, corri até a mesa onde se encontrava meu celular e disquei para a polícia que veio rapidamente nos ajudar. Quando o policial chegou, fez várias perguntas, mas não sabia nada a respeito desse moço.
Mais tarde, ao assistir a uma reportagem na TV, fiquei sabendo que uma família, moradora deste bairro onde acontecera o fato, estava procurando por seu filho cuja descrição era esta: cabelos loiros, trajava uma calça jeans, camisa xadrez azul e um tênis da Nike; informou, ainda, que ele havia saído de carro com uns amigos. Agora o que sucedeu depois disso é um mistério que a polícia está investigando. Observação: as vestes descritas eram as mesmas do moço lindo, agora cadáver.
Hoje, estamos convivendo com este desassossego: não só em cidades grandes como também nas pequenas, as pessoas saem de casa, mas não sabem se retornarão vivas.
Rosângela Nicolay Freitas
Naquela manhã, Artur acordou antes que o relógio despertasse. Ainda meio sonolento, levantou-se e foi até o banheiro. Olhou-se no espelho e lembrou que precisava cortar o cabelo. Começou a escovar os dentes, e só de pensar na reunião que teria naquela manhã teve vontade de voltar para a cama. Enquanto lavava o rosto, ouviu a campainha tocar. Quem poderia ser? Na certa era o síndico pra reclamar do barulho da noite anterior. Toda vez que os amigos vinham ao seu apartamento assistir a um jogo do São Paulo era a mesma a coisa. Enquanto se dirigia até a sala, pensava na desculpa que iria arranjar desta vez. Ao abrir a porta, levou um susto! Um homem estava caído na soleira de sua porta. Por um instante ficou sem reação. Seria um vizinho? Como saber? Afinal, mesmo morando há cinco anos naquele prédio não havia tido tempo de fazer amizades. Ainda em choque, olhou em volta, e não viu ninguém. Abaixou-se e sem saber bem ao certo o que fazer, tocou o corpo do homem. Tratava-se de um cadáver, pois o corpo estava gelado e rígido. Arthur entrou em pânico e correu para ligar para a polícia, que chegou minutos depois. Mais tarde, foi à delegacia prestar o seu depoimento e ficou sabendo que se tratava de um antigo morador de seu prédio, que, como ele, vivia sozinho em seu apartamento.
Um dia sombrio
Sandra
Sayuri Yoshizawa
Logo que abri os olhos percebi que algo estava errado!! Sexto sentido de mulher!
Mal fiz as práticas rotineiras e a campainha soou estridentemente. Minha surpresa, quando abri a porta me deparei com um corpo gélido na minha frente.
Que arrepio eu senti!! O que aquele corpo estava ali fazendo? De onde veio??
Trêmula e assustada corri ao telefone para chamar a polícia, ou deveria chamar a ambulância? Mas estava morto, de nada adiantaria.
Esses momentos ficaram gravados em minha mente e meus dias não são mais os mesmos, disso tenho certeza!
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