domingo, 29 de abril de 2012

Todos sabem que este blog faz parte do curso Escola de Formação. Neste curso, foram escritas crônicas que deveriam ser publicadas neste blog. Esperamos que gostem, não temos a intenção de nos tornarmos escritores famosos, pois isso leva tempo e requer muito talento....
A mesma rotina de sempre?
Tatiana Zanluchi Barboza
O dia tinha tudo para ser apenas mais um.
Acordo, consulto o relógio de cabeceira, enrolo mais uns cinco minutos.
Levanto-me, vou ao banheiro, escovo os dentes...
Toca a campainha. Àquela hora da manhã? Quem poderia ser? Mesmo contra minha vontade, enxugo o rosto ás pressas e corro para atender.
Ao abrir a porta, vejo um homem caído, ali, na soleira do meu apartamento. Olho para os lados, não há ninguém pelo corredor. Abaixo-me, toco o homem com os dedos. O corpo está frio e rígido. Meu Deus! É um cadáver!
 Esfrego os olhos, mas o homem continua caído. Infelizmente, não é um sonho. Tenho que tomar uma atitude! Que bom seria se pudesse fechar a porta, voltar para a cama e ao acordar não encontrar ninguém caído no corredor do meu apartamento. E eu que sempre achei que estas cenas só acontecem em filmes, novelas, no máximo em uma cidade do interior, bem longe das capitais. Mas o cadáver desconhecido continuava ali, esperando uma atitude minha, só minha.
Corro para o telefone, ligo para a polícia. Conto tudo de uma vez, a atendente parecendo não entender nada, ou não acreditando no que ouve, pede para que eu repita. Desta vez, relato o acontecido mais pausadamente e com mais detalhes.
Agora, resta esperar que os peritos cheguem. Tento ficar calma com a situação. A vizinhança começa a se aglomerar. Começam as perguntas para as quais não tenho respostas e que também gostaria e muito de saber.
E eu que sempre respondia quando perguntada sobre como vão as coisas: “A mesma rotina de sempre”, o que direi agora?
Que saudade da rotina de sempre!



Poderia ser uma Miragem
Rosely de Santa Rita Viviani


Todos os dias nós seguimos uma rotina, fazemos sempre as mesmas coisas e não contamos com fatos inesperados que nos pegam de surpresa.
Vocês não podem imaginar o que aconteceu comigo dia 9 de abril, uma segunda- feira às 8 horas da manhã; parecia um dia comum como qualquer outro que tenho, mas este, em especial, foi diferente. Acordei, olhei o relógio na cabeceira marcava 8 horas, fui ao banheiro lavar o rosto, quando ouvi a campainha tocar várias vezes; alguém provavelmente a apertou e se escondeu. Corri até a porta assustada e, quando a abri para ver quem era, eis que deparo com um moço lindo, cabelos loiros; parecia um artista de televisão, caído no chão, inerte; pensei que ele estivesse desmaiado, chamei-o várias vezes, moço, moço, moço , mas não respondia, foi então que me abaixei, toquei em seu braço e, para meu desespero, ele estava frio e duro.
Não sabia o que fazer diante disso, pois estávamos somente nós dois no corredor; tomei coragem, corri até a mesa onde se encontrava meu celular e disquei para a polícia que veio rapidamente nos ajudar. Quando o policial chegou, fez várias perguntas, mas não sabia nada a respeito desse moço.
Mais tarde, ao assistir a uma reportagem na TV, fiquei sabendo que uma família, moradora deste bairro onde acontecera o fato, estava procurando por seu filho cuja descrição era esta: cabelos loiros, trajava uma calça jeans, camisa xadrez azul e um tênis da Nike; informou, ainda, que ele havia saído de carro com uns amigos. Agora o que sucedeu depois disso é um mistério que a polícia está investigando. Observação: as vestes descritas eram as mesmas do moço lindo, agora cadáver.
Hoje, estamos convivendo com este desassossego: não só em cidades grandes como também nas pequenas, as pessoas saem de casa, mas não sabem se retornarão vivas.



Estranhos Conhecidos!
 Rosângela Nicolay Freitas

Naquela manhã, Artur acordou antes que o relógio despertasse. Ainda meio sonolento, levantou-se e foi até o banheiro. Olhou-se no espelho e lembrou que precisava cortar o cabelo. Começou a escovar os dentes, e só de pensar na reunião que teria naquela manhã teve vontade de voltar para a cama. Enquanto lavava o rosto, ouviu a campainha tocar. Quem poderia ser? Na certa era o síndico pra reclamar do barulho da noite anterior. Toda vez que os amigos vinham ao seu apartamento assistir a um jogo do São Paulo era a mesma a coisa. Enquanto se dirigia até a sala, pensava na desculpa que iria arranjar desta vez. Ao abrir a porta, levou um susto! Um homem estava caído na soleira de sua porta. Por um instante ficou sem reação. Seria um vizinho? Como saber? Afinal, mesmo morando há cinco anos naquele prédio não havia tido tempo de fazer amizades. Ainda em choque, olhou em volta, e não viu ninguém. Abaixou-se e sem saber bem ao certo o que fazer, tocou o corpo do homem. Tratava-se de um cadáver, pois o corpo estava gelado e rígido. Arthur entrou em pânico e correu para ligar para a polícia, que chegou minutos depois. Mais tarde, foi à delegacia prestar o seu depoimento e ficou sabendo que se tratava de um antigo morador de seu prédio, que, como ele, vivia sozinho em seu apartamento.




Um dia sombrio
Sandra Sayuri Yoshizawa
Logo que abri os olhos percebi que algo estava errado!! Sexto sentido de mulher!
Mal fiz as práticas rotineiras e a campainha soou estridentemente. Minha surpresa, quando abri a porta me deparei com um corpo gélido na minha frente.
Que arrepio eu senti!! O que aquele corpo estava ali fazendo? De onde veio??
Trêmula e assustada corri ao telefone para chamar a polícia, ou deveria chamar a ambulância? Mas estava morto, de nada adiantaria.
Esses momentos ficaram gravados em minha mente e meus dias não são mais os mesmos, disso tenho certeza!



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dia Nacional da Literatura Infantil




O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.

“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.

Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.

Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.

Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.

Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira que preparava famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor-de-rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?

Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré fêmea muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como com personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.

Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

Fonte: http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-nacional-livro-infantil.htm

Elogio do Aprendizado


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Depoimentos dos Autores


Os autores do blog escreveram alguns depoimentos  relacionados às suas primeiras experiências como leitores e escritores:

Primeiras Letras...
Rosângela Nicolay Freitas

Não me lembro muito bem da cartilha com a qual fui alfabetizada. Me lembro do caderno de caligrafia, da leitura compartilhada, dos primeiros livros - fininhos, com mais gravuras do que texto, lidos e relidos várias vezes. 
Até hoje a literatura infantil me fascina. Lembro-me também dos gibis. Além de me divertir com suas histórias, gostava de desenhar seus personagens. Um dos meus preferidos era o Tio Patinhas: pão-duro e mal-humorado.
 Por outro lado, detestava a leitura obrigatória de livros de literatura e suas intermináveis fichas de leitura. Se o objetivo era despertar o gosto pela leitura, acho que não dava muito certo. Acredito que técnicas como rodas de leitura  e contação de histórias sejam mais eficientes na captura de novos leitores.







O Meu Primeiro Contato com a Leitura e Escrita
Rosely de Santa Rita Viviani



     O meu primeiro contato com a leitura e escrita foi antes de ir para o primeiro ano, quando meu pai me ensinou a escrever  meu nome.Fiquei muito feliz aquele dia, foi inesquecível, faz um tempinho,1963. 
    Queria escrever outras palavras, mas meu pai disse-me que aprenderia com a professora na escola.

  A minha primeira professora chamava-se Anita,uma senhora bem vestida, muito atenciosa,amiga, tinha bastante paciência com todos os alunos.Ensinou-me a escrever no caderno de caligrafia e a cartilha adotada era a"Cartilha Sodré" a qual amava,era valiosíssima para mim, pois num tempo em que os recursos audio-visuais eram inexistentes,nós , comportados alunos repetíamos em voz alta, como num coral, as frases da lição, comandadas pela professora.  

   Era a associação dos sons com as letras.Funcionava em termos, pois encontrei dificuldades na construção de textos e na época não havia incentivo para a leitura.



Para relembrar os anos dourados!!!

    Nas décadas de 40 e 50, obras como “Caminho Suave” e “Cartilha Sodré” foram adotadas pela rede pública de ensino. Escrita pela educadora Branca Alves de Lima em 1948, “Caminho Suave” vendeu 40 milhões de exemplares e participou do processo de alfabetização de grande parte daquela geração. Produzida por Benedicta Stahl Sodré, a “Cartilha Sodré” vendeu 6 milhões de exemplares entre 1940 e 1989.








Ler é Sempre uma Aventura!

Tatiana Zanluchi Barboza


      Não me lembro bem quando começou minha paixão pela leitura. Quando estava no antigo ginásio, costumava frequentar a biblioteca da cidade, não me recordo bem , mas acho que não havia biblioteca na escola. 
    A biblioteca municipal era enorme. Ficava fascinada por todos aqueles livros, toda semana ia visitá-la. Lembro-me, de modo especial, da coleção Reinações de Narizinho, os livros eram grandes e coloridos, as histórias me interessavam muito, aguçavam minha curiosidade. Lia rapidinho para poder conhecer outras histórias e outros livros. 
      Outro livro que gostei muito foi A Montanha Encantada, ficava imaginando se um dia não encontraria uma montanha encantada também.Tamém lia romance, aventura,etc.
    Nos tempos de faculdade era "obrigada" a ler bastante, adorei esta experiência, mas alguns livros eram cansativos e chatos.Hoje não leio tanto quanto gostaria, apesar de sempre estar lendo algum livro.
     Gostaria muito de conseguir fazer com que todos meus alunos lessem por prazer e não por obrigação. Acredito que logo conseguirei, pelo menos com a maioria deles.









Depoimento de Paulo Sergio Monteiro da Silva

As minhas experiências com leitura e escrita, foram desde o primário, sempre gostei de ler e escrever, fui alfabetizado pela Cartilha "Renato e Diva", depois passei a ler  a Cartilha Caminho Suave. Li bastante revistas em quadrinhos, aliás eu aprendi ler de verdade, nas revistas em quadrinhos, depois houve interesse em ler livros de poeisas. E quanto a escrita, logo comecei a escrever principalmente poesias e criar textos, histórias etc.







Depoimento de Sandra Sayuri Yoshizawa


Ah! Como são doces minhas recordações de leitura e escrita, tanto na infância quanto na adolescência. Desde menina tive execelentes influências para me tornar uma assídua leitora e até me arriscar nas trilhas da escrita. Participei de vários concursos de escritas: poemas, contos, etc. Fui até campeã de um deles. Resolvi então fazer o curso de Letras, mergulhei no mundo literário lecionando para crianças e depois adolescentes e adultos. Adora a magia de ler as histórias nos livros.





Os Autores do Blog


 Este é um blog coletivo, de alunos do curso Práticas de Leitura e Escrita na Contemporaneidade I. 

Trata-se de um curso à distância que faz parte de um programa de formação continuada para Professores de Educação Básica II de todas as áreas e disciplinas.  A ideia do curso é refletir e exercer, com os educadores em formação, práticas de leitura e escrita em ambientes digitais interativos. A partir dessas vivências, pretende-se trabalhar com diferentes abordagens de circulação, compreensão e produção de textos - em diferentes gêneros, modalidades e linguagens - nas salas de aula da rede pública estadual.


São eles:


Paulo Sergio Monteiro da Silva 

      
Professor PEB II, Licenciado Pleno e Bacharel em História pela UFPA (Universidade Federal do Pará), exerce o ofício de professor há sete anos na rede estadual de São Paulo professor. Natural do Estado do Maranhão, poeta, músico, tem um livro de poesias editado pela editora CBJE do Rio de Janeiro, que tem por título: Caminhos Por Onde Andei. Já participou de alguns cursos oferecidos pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Gosta de ler bons livros e admira  grandes poetas, entre os quais: Ferreira Gular, Gonçalves Dias, Cecília Meireles, Cora Coralina etc. Pertence à Diretoria de Ensino de Marília e trabalha na E.E. Prof. Benito Martinelli.


Rosângela Nicolay Freitas



Geógrafa e Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), PEB II (Professor de Educação Básica do Ciclo II) da rede estadual de São Paulo desde 2001.  Atualmente, é Coordenadora Pedagógica em uma Escola Estadual em São José dos Campos, SP. Gosta muito de ler e de aprender coisas novas.


Rosely de Santa Rita Viviani




Professora de letras" Português e Inglês", designada na Diretoria de Ensino de São Carlos. Está há 27 anos na Rede Estadual da Educação. Casada. Tem um filho, Luiz Paulo de 29 anos, procurador jurídico. Ama conversar com seu filho todos os dias pelo celular. Adora música e dança


Tatiana Zanluchi Barboza

 Professora de Língua Portuguesa, na rede estadual, desde 2000. Gosta de se atualizar através de cursos. Fez especialização na Unicamp, REDEFOR. Quando tem horas vagas, gosta de sair á noite, geralmente para comer alguma coisa. Também gosta de ver tv,ler,etc..É casada há dois anos e ainda não tem filhos.


Sandra Sayuri Yoshizawa


PEB II, designada Diretora Técnica I do Núcleo de Inform. Educacionais e Tecnologia.



O grupo ainda está aprendendo a lidar com essa "ferramenta", mas esperamos que este seja um espaço de reflexão e de expressão para aqueles que amam ler e escrever.